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O segredo 

da multidão

  Ao pensar no metrô, como um espaço que desperta curiosidade pelo próximo, que conduz a uma maneira de agir e ao juntar este espaço social com a forma como vejo o outro pelo vidro da janela, definiu-se o foco da minha Etnografia visual.

 

    A forma como se olha e a idéia que se tem da cidade é dependente das nossas experiências, vínculos e relações com as coisas, pessoas, lugares e não-lugares (Marc-Augé). Ou seja, a representação mental que cada indivíduo cria da cidade é estabelecida pela junção de fatores individuais e coletivos, sociais, culturais e políticos. 

 

 O contato com a multidão no metrô, que é símbolo da supermodernidade e um ambiente de

passagem, não cria nem relação histórica, nem identitária, nem relacional, o que  faz desse meio um não-lugar. 

Sendo assim, é evidedente na sociedade um código de conduta pré-estabelecido que direciona nossas atitudes e comportamentos em determinados ambientes. 

 

  O projeto fotográfico consiste em captar essa representação do eu (Erving Goffman), que dentro do vagão, paralisa o exercício do olhar e nos conduz a uma consciência individual seja por meio do livro, do celular, ou do não-olhar. 

 

  Trata-se da codificação do olhar num espaço temporário, que é o metrô, e de que forma se dá essa estratégia de despessoalização como expressão de sociabilidade.

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